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Evangelizando as minorias

Trabalho é realizado com crianças portadoras do TEA

A Visão 2030 considera que a comunicação do Evangelho precisa ser enfaticamente dirigida a todos, assim o Senhor Jesus nos orientou fazer. Por isso trabalhamos para apresentar a Palavra de Deus às minorias. Um dos grupos minoritários a ser alcançado é o de pessoas portadoras do TEA (Transtorno do Espectro Autista).

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por dificuldades acentuadas no comportamento, interação social, comunicação e sensibilidades sensoriais. Os portadores demonstram os primeiros sinais logo nos primeiros meses de vida e, em geral, têm dificuldades para entender ou atender a qualquer apelo realizado pelas pessoas ao seu redor.

A missão de cada evangélico, contudo, é apresentar o Evangelho para todas as pessoas, independentemente do grupo no qual elas estão inseridas. Pensando nisso, Patrícia Pessoa Lima, de São Luis – MA, começou a desenvolver um projeto de evangelização direcionado às crianças de 3 a 6 anos com condições cognitivas especiais.

O projeto está sendo realizado com as crianças do Centro João Mohana, em São Luís – MA, e a ferramenta utilizada para evangelizar é “O Livro da Família”, material desenvolvido pela AMME evangelizar, parceira da Visão 2030.

Confira abaixo o relato de Patrícia Pessoa Lima, idealizadora do trabalho:

Utilizamos como estratégia de evangelismo o “O Livro da Família” para evangelizar algumas crianças no Centro João Mohana, localizado na cidade de São Luís, que trabalha a estimulação precoce de crianças com TEA de 3 a 6 anos.

Evangelizamos o Bruno (nome fictício, assim usaremos para todos os pacientes), de 5 anos, uma criança que não falava, se arrastava no chão da sala e não mantinha nenhum contato visual. Ele tinha ecolalia (repetia ruídos e não palavras que ouvia), gritava algumas vezes e não atendia nenhum pedido realizado. Nas primeiras sessões apenas orávamos e tentávamos atividades lúdicas com a criança, mas ele rejeitava os brinquedos oferecidos. Então, vinculado ao nosso plano de trabalho estava a estimulação com o alfabeto móvel, apresentamos a ele a tesoura, cola e papel. Neste dia ele deu o primeiro sinal de interesse pelos materiais, sequenciou todo o alfabeto, falou em bom tom todas as letras, escreveu algumas e as destacou junto as letras do alfabeto móvel. Aproveitamos para fotografar e mostrar para a sua mãe, logo após o término da sessão, pois ele estava apresentando um grande avanço naquele dia. Era até mesmo um milagre aquele comportamento.

A mãe de Bruno quando chega na sala admira-se, pois, estava relatando anteriormente a psicóloga, nossa colega da equipe de estimulação, que ele havia sido rejeitado por outro profissional que o atendia em consultas particulares. O profissional relatou que o Bruno havia passado a sessão inteira gritando e não havia possibilidades de trabalhar com ele dessa forma. A pessoa, inclusive, disse que isso era devido ao nosso trabalho no Centro. Então começamos na sessão seguinte a apresentação do Livro da Família. Enquanto apresentávamos a história do livro ele se arrastou algumas vezes na sala, mas prestou atenção e manteve o contato visual por algumas vezes. Durante a sessão, fizemos a pergunta sobre quem morreu por nós para nos salvar e eu mesma respondi que foi Jesus. Ele, surpreendentemente, falou o nome Jesus. Não foi uma resposta imediata, mas indicou que gostaria que eu continuasse a história, isso porque eu havia parado de ler. Sendo assim, li novamente algumas partes e perguntei se ele queria Jesus, então o Bruno falou novamente Jesus. A partir dali ele não esqueceu mais o nome Jesus e o ensinamos a orar também. Nesses momentos, ele fica em silencio ouvindo a oração. Na nossa sessão ele não grita mais e permanece até o final realizando uma atividade especifica. Passou a falar outras palavras, além de escrever também. O Bruno também começou a falar e escrever em inglês. Enfim, a sua evolução foi nítida. Ao ver o milagre que aconteceu, a mãe de Bruno fez a decisão por Cristo e frequenta uma igreja com ele.

Outra história é a do João. Na época, ele tinha 5 anos e falava com dificuldades, escrevia pouco, tinha pouca compreensão (processamento auditivo prejudicado) do que lhe era solicitado fazer, e raramente mantinha contato visual. Apresentamos o Livro da Família e o lemos pausadamente. Após essas leituras, perguntávamos sobre quem criou a família e ele respondia que foi Deus. Ao final perguntamos se ele queria fazer parte da família de Jesus, e ele afirmou que sim. Fizemos a oração juntos e passamos a falar sobre Jesus (sempre nos reportávamos as histórias referente a cada cor do livro da família). João passou a demonstrar satisfação quando contávamos novamente as histórias do livro e aprendeu a orar também.

Ao completar 6 anos de idade, João despediu-se do Centro, tornou-se um aluno referência, pois, começou a falar transmitindo a ideia que se propunha passar, escrever todo o alfabeto, recortava e colava, fazia desenhos e pinturas e interagia bem com todos os profissionais do Centro.

Temos 8 alunos que realizamos a estimulação precoce, estamos no processo de evangelização com outros. Para cada aluno há uma forma específica de comunicação do Evangelho, dependendo da gravidade do comprometimento do transtorno e a forma que o próprio Senhor nos conduz. Percebemos que o Livro da Família sustenta a atenção deles quando contamos a história mencionando a criação de Deus, e particularizando os termos papai e mamãe. Jesus diz em Mateus 26:41 que “o espírito está pronto”, inclusive para receber o Evangelho. O Espírito Santo nos guia a toda a verdade.

Diante desse testemunho, nós queremos estimular a Igreja Evangélica Brasileira a se esforçar para descobrir meios de apresentar o Evangelho às pessoas portadoras do TEA (Transtorno do Espectro Autista) e aos demais grupos minoritários. Nós, da Visão 2030, também continuaremos a trabalhar nessa direção.

1 comentário


  1. Como faço p conseguir esse material o Livro da família, para trabalha na igreja?

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